2 mar 2018 às 7:57 am

Acusado da morte de Vivianny Crisley é condenado a 26 anos de prisão

Um dos três acusados de matar a vendedora Vivianny Crisley a golpes de chave de fenda foi condenado nesta quarta-feira (28) por júri popular.

Allex Aurélio Tomás dos Santos foi condenado a 26 anos de prisão, sendo 19 anos por homicídio duplamente qualificado, 2 anos por sequestro, 2 anos e meio por ocultação de cadáver e três anos por furto.A decisão do júri seguiu na integridade a apresentação da promotoria.

A advogada do réu, Neide Vinagre, disse que discorda de parte da decisão porque ela acredita que a opinião pública manipulou muito o caso, influenciando muito o julgamento.

A família aguarda agora o julgamento dos demais réus em maio.

Os promotores já estão se preparando para o próximo julgamento dos demais suspeitos, que será no dia 26 de maio. Os promotores consideraram bastante justa a decisão do júri, que acatou na integridade a apresentação da acusação.

O marido da Vivianny, Jackson, disse que é um alívio, mas que ainda aguarda o julgamento dos outros dois réus, para que ele veja a justiça ser feita de verdade. A mãe da Vivianny, dona Vera, falou que está satisfeita com a decisão da justiça pela condenação de 26 anos, e falou muito sobre a neta de 2 anos de idade que chama muito pela mãe. Ela espera que os responsáveis pelo crime possam responder por ele.

O crime aconteceu no dia 20 de outubro de 2016, em Santa Rita. A jovem passou cerca de três semanas desaparecida, depois de ser vista saindo de um bar na Zona Sul de João Pessoa. A confirmação de que um corpo achado, no dia 7 de novembro, carbonizado, em uma mata em Bayeux, na Grande João Pessoa, era de Vivianny foi feita no dia 14.

Depois de encontrado o corpo da vítima, dois suspeitos foram presos no Rio de Janeiro e outro na Paraíba. À época em que foram presos e ouvidos, Allex Aurélio Tomás confessou que Vivianny Crisley foi morta porque começou a gritar após pegar uma carona com os três homens na saída do bar. A vendedora, então com 29 anos, foi morta com vários golpes de chave de fenda e teve o corpo queimado com ajuda de gasolina e um pneu, segundo perícia do Instituto de Polícia Científica (IPC).

A dupla, presa no dia 21 de novembro de 2016 no Rio de Janeiro, Jobson Barbosa da Silva Júnior, conhecido como Juninho, e Fágner das Chagas Silva, apelidado de Bebé, contou versões semelhantes do caso, mas contraditórias com a que foi dada por Allex no início das investigações.

Segundo eles, o trio conheceu Vivianny na noite do crime, no bar em que eles estavam e de onde saíram de carro para procurar outro lugar onde encerrar a noite. Como não acharam outro bar aberto, foram para a casa de Juninho, em Bayeux, próximo ao local onde o corpo de Vivianny foi encontrado.

Segundo os próprios suspeitos, Juninho e Allex entraram na residência, enquanto Vivianny e Bebé ficaram dentro do carro. Juninho e Allex voltaram com as chaves de fenda e atacaram Vivianny, tiraram gasolina de uma moto, colocaram um pneu de bicicleta em cima do corpo e atearam fogo.

Outra contradição apontada pela polícia no depoimento de Allex é que ele informou ter voltado ao local onde o corpo estava no dia seguinte para tocar fogo no carro usado no crime, que era roubado. Allex disse que foi até o local com um quarto homem, que chegou a ser preso, mas depois a polícia identificou que essa informação não procedia e que ele fez tudo sozinho. Por isso, o delegado vai pedir que a prisão desse quarto homem seja revogada.

De acordo com os depoimentos dos três, a motivação do crime foi mesmo o fato dela ter gritado dentro do carro e ficar ‘perturbando’ o trio para ir para casa.

*G1

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