3 ago 2019 às 5:31 pm

Número de casos prováveis de dengue aumenta 33,1% em 2019, na Paraíba, diz Saúde

Aedes aegypti é transmissor da dengue — Foto: Rodrigo Méxas e Raquel Portugal/Fundação Oswaldo Cruz/Divulgação

Um aumento de 33,1% nos casos prováveis de dengue foi registrado nos primeiros sete meses de 2019, em comparação ao mesmo período de 2018, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta sexta-feira (2). Também houve elevação no número de notificações para chikungunya.

Nesse período, foram registrados 11.258 casos prováveis de dengue, enquanto que no ano anterior haviam sido 8.458. Em 2019, os picos de casos de dengue foram observados em abril e maio, seguidos por uma redução em junho.

Já em relação às notificações de chikungunya, foram contabilizadas 860, o que representa um aumento de 18,78%, uma vez que no mesmo espaço de tempo em 2018 foram 724. Apesar disso, a quantidade de casos prováveis de doença aguda pelo vírus zika permaneceu a mesma nos dois anos, 248.

Situação dos municípios

Os municípios paraibanos com maior incidência de notificações por 100 mil habitantes são, segundo a Secretaria, Princesa Isabel, São José de Princesa, Juru, Caaporã, Conde, Areia, Esperança, Alagoa Nova, São Sebastião do Umbuzeiro, Prata, Monteiro, Teixeira, Matureia e São José do Sabugi. Contudo, das 223 cidades, 24 não identificaram casos suspeitos de arboviroses.

Ainda conforme a SES, o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LiraA), realizado de 1 a 5 de julho deste ano em 222 municípios, indicou que 56 apresentaram índices que demonstram situação de risco de surto. Outros 136 estão em alerta e 30 em estado satisfatório.

Mortes por arboviroses

Nos primeiros sete meses de 2019, foram registradas 36 mortes pelas chamadas arboviroses, sendo cinco confirmadas para dengue, em Bayeux, Santa Rita, Solânea, Araruna e João Pessoa; uma confirmada para zika, em João Pessoa; e uma confirmada para Chikungunya, em Fagundes. Outras 16 suspeitas foram descartadas.

Ações de combate

A Secretaria informou que, entre as ações programadas, estão a realização de teste de resistência ao inseticida usado no carro fumacê, uma maior atenção durante o período de chuvas e o monitoramento e acompanhamento da situação epidemiológica e ambiental.

Fonte: G1 PB

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