13 jun 2016 às 7:02 pm

Obama critica lei que permite acesso fácil a armas nos EUA

obamaO presidente dos EUA, Barack Obama, criticou nesta segunda-feira (13) as leis que permitem fácil acesso a armas em seu país. “Leis fracas sobre armas tornam fácil que indivíduos perturbados consigam armas poderosas”, afirmou, em entrevista na Casa Branca.
Ele disse que, aparentemente, as armas usadas no ataque foram compradas legalmente pelo atirador e observou que os EUA precisam refletir sobre os riscos de serem permissivos em relação ao acesso a armas.

Segundo Obama, o caso está sendo tratado como uma investigação de terrorismo e estão sendo investigadas “todas as motivações” do assassino.
Obama disse que aparentemente o assassino foi influenciado por extremistas, mas que não há “provas claras” de que o ataque foi dirigido por extremistas nem que o atirador seja parte de um “plano maior”.
Ele afirmou que parece se tratar de um caso de extremismo “feito em casa” — Mateen teria sido “inspirado por várias informações de extremistas disseminadas na internet”.
Para o presidente, o massacre foi um ataque a “todos os americanos”. “Nossos corações estão com as famílias das vítimas”, completou.
Investigações
Autoridades dos Estados Unidos investigam nesta segunda-feira (13) se alguém ajudou o atirador que matou 49 pessoas em uma boate gay de Orlando, na Flórida. Para a Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI), não há risco de novos ataques.
Policiais e outras autoridades apuram indícios dentro da casa noturna Pulse, onde Omar Mateen realizou o pior ataque a tiros da história do país, e nas ruas interditadas ao seu redor.
O atirador tinha 29 anos, era cidadão americano e filho de imigrantes afegãos. Ele nasceu em Nova York e morava na Flórida. Durante o ataque, foi morto a tiros por policiais que invadiram a boate depois de um cerco de três horas.
Investigadores buscam pistas para saber se alguém ajudou Mateen a planejar o atentado, disse Lee Bentley, procurador da Flórida.
“Existe uma investigação sobre outras pessoas. Estamos trabalhando tão diligentemente quanto possível nisso”, afirmou Bentley em uma coletiva de imprensa. “Se alguém mais se envolveu neste crime, será processado.”
Possível relação com o EI
Mateen ligou para o serviço de emergência antes do ataque e disse ser leal ao líder do Estado Islâmico (EI). Nesta segunda, em rádio oficial, o grupo extremista reivindicou a autoria do massacre. Até as 11h, as autoridades norte-americanas não haviam se pronunciado sobre as declarações.
Embora o grupo extremista tenha assumido a autoria da ação, isso não significa que necessariamente tenha dirigido o ataque: nada em sua declaração indica uma coordenação entre o atirador e o Estado Islâmico antes do ataque.
O suspeito já havia sido investigado pelo FBI porque havia citado possíveis ligações com terroristas a colegas de trabalho. Mas a polícia concluiu as investigações sem encontrar evidências disso, e Mateen não estava sob observação do FBI.
No domingo (12), o pai do atirador disse que ele não era um radical, mas indicou que Mateen tinha se irritado, há alguns meses, quando viu dois homens se beijando. Sua ex-mulher o descreveu como um homem mentalmente instável e violento.
O massacre reacendeu o debate sobre a melhor maneira de confrontar a militância islâmica violenta, um dos principais temas da campanha presidencial dos EUA. A democrata Hillary Clinton falou em encontrar uma maneira de manter o país seguro sem demonizar os muçulmanos. O republicano Donald Trump disse que o país precisa aumentar a sua resposta militar contra o Estado Islâmico.
O presidente dos EUA, Barack Obama, criticou nesta segunda-feira (13) as leis que permitem fácil acesso a armas em seu país. “Leis fracas sobre armas tornam fácil que indivíduos perturbados consigam armas poderosas”, afirmou, em entrevista na Casa Branca.
Ele disse que, aparentemente, as armas usadas no ataque foram compradas legalmente pelo atirador e observou que os EUA precisam refletir sobre os riscos de serem permissivos em relação ao acesso a armas.

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Segundo Obama, o caso está sendo tratado como uma investigação de terrorismo e estão sendo investigadas “todas as motivações” do assassino.
Obama disse que aparentemente o assassino foi influenciado por extremistas, mas que não há “provas claras” de que o ataque foi dirigido por extremistas nem que o atirador seja parte de um “plano maior”.
Ele afirmou que parece se tratar de um caso de extremismo “feito em casa” — Mateen teria sido “inspirado por várias informações de extremistas disseminadas na internet”.
Para o presidente, o massacre foi um ataque a “todos os americanos”. “Nossos corações estão com as famílias das vítimas”, completou.
Investigações
Autoridades dos Estados Unidos investigam nesta segunda-feira (13) se alguém ajudou o atirador que matou 49 pessoas em uma boate gay de Orlando, na Flórida. Para a Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI), não há risco de novos ataques.
Policiais e outras autoridades apuram indícios dentro da casa noturna Pulse, onde Omar Mateen realizou o pior ataque a tiros da história do país, e nas ruas interditadas ao seu redor.
O atirador tinha 29 anos, era cidadão americano e filho de imigrantes afegãos. Ele nasceu em Nova York e morava na Flórida. Durante o ataque, foi morto a tiros por policiais que invadiram a boate depois de um cerco de três horas.
Investigadores buscam pistas para saber se alguém ajudou Mateen a planejar o atentado, disse Lee Bentley, procurador da Flórida.
“Existe uma investigação sobre outras pessoas. Estamos trabalhando tão diligentemente quanto possível nisso”, afirmou Bentley em uma coletiva de imprensa. “Se alguém mais se envolveu neste crime, será processado.”
Possível relação com o EI
Mateen ligou para o serviço de emergência antes do ataque e disse ser leal ao líder do Estado Islâmico (EI). Nesta segunda, em rádio oficial, o grupo extremista reivindicou a autoria do massacre. Até as 11h, as autoridades norte-americanas não haviam se pronunciado sobre as declarações.
Embora o grupo extremista tenha assumido a autoria da ação, isso não significa que necessariamente tenha dirigido o ataque: nada em sua declaração indica uma coordenação entre o atirador e o Estado Islâmico antes do ataque.
O suspeito já havia sido investigado pelo FBI porque havia citado possíveis ligações com terroristas a colegas de trabalho. Mas a polícia concluiu as investigações sem encontrar evidências disso, e Mateen não estava sob observação do FBI.
No domingo (12), o pai do atirador disse que ele não era um radical, mas indicou que Mateen tinha se irritado, há alguns meses, quando viu dois homens se beijando. Sua ex-mulher o descreveu como um homem mentalmente instável e violento.
O massacre reacendeu o debate sobre a melhor maneira de confrontar a militância islâmica violenta, um dos principais temas da campanha presidencial dos EUA. A democrata Hillary Clinton falou em encontrar uma maneira de manter o país seguro sem demonizar os muçulmanos. O republicano Donald Trump disse que o país precisa aumentar a sua resposta militar contra o Estado Islâmico.
Como foi o ataque
O massacre ocorreu na madrugada de domingo. Por volta das 2h (3h no horário de Brasília), o atirador começou a disparar na boate, que fica a 25 quilômetros do Walt Disney World Resort, e fez um grupo de reféns.
Cerca de 350 frequentadores participavam de uma festa de música latina no local, que é conhecido da comunidade gay da cidade. Os sobreviventes descreveram cenas de carnificina quando o atirador levou reféns para dentro de um banheiro.
Três horas mais tarde, agentes das equipes especiais entraram no local, libertaram 30 pessoas e mataram o suspeito. O atirador usou um rifle AR calibre .223 e uma pistola 9mm semiautomática no ataque.
Quase 24 horas depois do fim da tragédia, as autoridades haviam divulgado os nomes de 26 das vítimas, metade delas na casa dos 20 anos.
Quem são as vítimas
Na nova lista estão pelo menos 12 pessoas de origem latina. A vítima mais jovem é Luis Omar Ocasio-Capo, de 20 anos, enquanto a mais velha é Franky Jimmy Dejesus Velazquez, de 50.
O prefeito de Orlando, Buddy Dyer, afirmou neste domingo que 39 pessoas morreram na boate, enquanto outras 11 faleceram em hospitais próximos.
O número de mortos segue em 50 (incluindo o atirador), mas pode aumentar nas próximas horas, pois entre os 53 feridos no massacre havia vários em estado crítico, segundo as autoridades locais.

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