25 abr 2019 às 7:50 pm

Paraíba registra, em abril de 2019, 75% do número de casos de malária totalizados em 2018

A malária é uma doença infecciosa febril aguda causada por parasitas transmitidos pela picada da fêmea infectada do gênero Anopheles (Foto: Reprodução/Pixabay/Imagem Ilustrativa)

A Paraíba teve 4 casos de malária notificados em 2018. Foram três somente no primeiro trimestre do ano passado. Nesse mesmo período de 2019, não foram registradas pessoas com a doença nos municípios paraibanos. Os casos registrados em Conde, no Litoral Sul da Paraíba, não foram listados porque são deste mês de abril, após o levantamento.

Com os três casos já registrados em Conde, até este mês, 2019 já tem 75% do número total de casos notificados em 2018.

Sobre esses dados, a Secretaria de Estado da Saúde informou ao ClickPB que os três registros de malária em Conde são de origem local e que os casos de 2018 são de pessoas que chegaram ao estado já doentes.

A Secretaria de Saúde relatou, ainda, que as equipes do Governo da Paraíba e da Prefeitura de Conde estiveram reunidas com o Ministério da Saúde, na segunda-feira (22), para apresentar um levantamento das ações já realizadas contra a doença no município do Litoral Sul.

De acordo com a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis, Dioneia Garcia, a equipe técnica da SES apresentou, de forma cronológica, as ações realizadas pela secretaria, em parceria com o município de Conde, desde o surgimento dos primeiros casos. A apresentação contemplava tudo o que foi feito com relação à questão ambiental com os vetores em busca da larva, ao tratamento e à busca ativa de novos casos.

“Mostramos também as estratégias de buscar novos locais de referências para ampliar atendimento e de capacitar mais pessoas para fazer o teste rápido no município. Foi apresentado tudo que a gente conseguiu realizar até agora pra deixá-los cientes do que foi feito e a partir daí eles montarem a programação deles em função dessas informações”, contou Dioneia Garcia.

Malária no Brasil

Entre janeiro e março deste ano, o Brasil notificou 31.872 novos casos de malária. No mesmo período do ano passado, foram registrados 51.076 casos – uma redução de 38%. Em todo o ano de 2018, o país contabilizou 194.271 casos da doença.

No Dia Mundial da Malária, lembrado nesta quinta-feira (25), o Ministério da Saúde lançou a campanha Brasil Sem Malária, com foco na região amazônica, que concentra mais de 99% dos casos.

Populações das capitais dos nove estados que compõem a região amazônica – Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Tocantins e Maranhão -, além de regiões de mata, assentamentos rurais, garimpos, periferias e áreas indígenas são o público-alvo da campanha informativa.

Foto: Reprodução

Já na região extra-amazônica, Bahia e Espírito Santo são considerados áreas receptivas e enfrentam, segundo a pasta, grandes desafios para conter surtos.

Casos de malária no Brasil

Para 2019, os principais desafios citados pelo governo federal são manter a continuidade das ações de vigilância, melhorando a oportunidade de diagnóstico e tratamento; resposta rápida a surtos; mobilização social; e fortalecimento dos níveis locais. Em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a pasta tenta intensificar ações integradas de prevenção à malária com a atenção primária nos estados e municípios.

Doença

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito gênero Anopheles. O paciente com malária não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa – é preciso que haja a participação do vetor.

Entre os principais sintomas estão febre alta, calafrios, tremores, sudorese ou dor de cabeça. Algumas pessoas, antes de apresentarem esses sintomas, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite. A malária tem cura, mas se não for diagnosticada e tratada em tempo oportuno, pode evoluir para formas graves.

Prevenção

Algumas medidas de prevenção incluem o uso de mosquiteiros impregnados com inseticidas; o uso de roupas compridas que protejam pernas e braços; a instalação de telas em portas e janelas; o uso de repelentes; evitar exposição em horários de maior atividade do mosquito; borrifação intradomiciliar com inseticida de efeito residual; e drenagem de áreas alagadas consideradas de risco para a transmissão da doença.

Fonte: ClickPB/Agência Brasil

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