3 ago 2020 às 12:58 pm

Paralimpíadas de Tóquio terão agenda original, mas poderão seguir medidas específicas contra coronavírus

Estádio Nacional de Tóquio recebeu a cerimônia de um ano para as Olimpíadas — Foto: Reprodução/Tokyo 2020

O comitê organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio anunciaram no início da madrugada desta segunda-feira (horário do Brasil), manhã no horário da capital japonesa, que o calendário e programação das Paralimpíadas serão basicamente mantidos para 2021. O megaevento foi remarcado para o próximo ano por causa da pandemia do novo coronavírus.

O diretor dos Jogos, Hidemasa Nakamura, disse que medidas adicionais contra o vírus podem ser necessárias durante as Paralimpíadas, devido ao tempo extra necessário para o deslocamento dos atletas entre os locais de competição. Ele afirmou ainda que outras mudanças no cronograma poderão surgir.

– Algumas medidas específicas poderão ser necessárias, dependendo de que tipo de esporte ou competição é. Estamos discutindo com as IFs (Federações Internacionais) e o IPC (Comitê Paralímpico Internacional) e outros para fornecer um ambiente seguro e protegido – afirmou.

A Paralimpíada – que deve ter 4,4 mil atletas participantes em 22 esportes – terá sua cerimônia de abertura no dia 24 de agosto de 2021 e a de encerramento em 5 de setembro. As Olimpíadas, por exemplo, serão abertas em 23 de julho e terminarão em 8 de agosto.

Os organizadores também mantiveram toda a programação esportiva prevista para as Paralimpíadas, com as 43 instalações para competições. Também se afirmou que o centro de mídia e a vila dos atletas serão utilizadas.

Apesar do posicionamento de que vai realizar os Jogos, ainda há incertezas sobre a viabilidade deles por causa da alta disseminação da Covid-19.

– Não há mudanças significativas no calendário dos Jogos Paralímpicos. Mas ter uma programação fixa é um grande passo para os atletas – afirmou Hide Nakamura.

Nas últimas semanas, a capital japonesa tem visto uma curva ascendente no número de casos do novo coronavírus, o que fez autoridades admitirem a possibilidade de decretar estado de emergência.

Fonte: GE
Por Redação do ge — São Paulo
03/08/2020 01h11

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