13 mar 2019 às 5:20 pm

Tragédia em Suzano: tiros deixam 10 mortos em escola

Escola Estadual Raul Brasil, no Jardim Imperador, em Suzano, na Grande São Paulo (Foto: Reprodução)

Dois atiradores, de 17 e 25 anos, invadiram a escola estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, na manhã desta quarta-feira (13), e dispararam contra alunos e funcionários. A Polícia Militar confirmou a morte de oito vítimas. Os dois atiradores se suicidaram.

Os dois atiradores foram identificados como Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos.

As vítimas ainda não foram identificadas pela Polícia Científica, mas o comandante-geral da PM, coronel Marcelo Salles, informou que seis são alunos e outras duas são funcionárias da escola — uma delas era coordenadora pedagógica.

Segundo o Governo de São Paulo, 23 pessoas foram atendidas, número que inclui feridos e outros que passaram mal. Duas pessoas estão em estado grave hospitalizadas na região.

Câmeras de segurança mostram que muitos alunos pularam muros e portões e conseguiram fugir quando ouviram os disparos — testemunhas falam em ao menos 15 estampidos.

A escola Raul Brasil, localizada próxima ao centro de Suzano, tem 1.066 alunos, sendo 65% cursando o ensino médio, e o restante, os anos finais do ciclo fundamental. A unidade conta com 54 professores.

O ataque

O comandante-geral da PM detalhou que a ação ocorreu nas seguintes etapas:

— nos arredores da escola, a dupla baleou um comerciante de um lava-rápido, que foi socorrido em um hospital;
— em seguida, por volta das 9 horas, os dois entraram na escola encapuzados e atiraram em quatro alunos do ensino médio que estavam no pátio durante o intervalo;
— o próximo passo foi tentar atacar estudantes de um centro de idiomas, que conseguiram trancar a porta de acesso;
— os atiradores se suicidaram em um corredor logo após a chegada da Polícia Militar.

De acordo com a PM, os dois portavam um revólver calibre 38, quatro jet loaderes (carregadores de plástico com munição), uma arma medieval de flechas (conhecida como besta) e artefatos com potencial explosivo que ainda estão sendo examinados pela perícia.

João Doria

O governador João Doria cancelou sua agenda e seguiu para Suzano. “É a cena mais triste que assisti em toda a minha vida”, afirmou. “Fiquei consternado com o que vi aqui.”

Doria decretou luto oficial de três dias no Estado, acompanhado de bandeiras a meio-mastro como solidariedade aos familiares.

Fonte: Jovem Pan

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