31 maio 2017 às 10:54 am

Explosão em bairro de embaixadas mata 80 em Cabul

Atentado com caminhão-bomba nesta quarta-feira (31) em Cabul, capital do Afeganistão, deixou ao menos 80 mortos e mais de 300 feridos em uma área de alta segurança, perto do Palácio Presidencial, de várias embaixadas e edifícios do governo. Nenhum grupo reivindicou o ataque, mas o Talibã negou qualquer envolvimento.

O porta-voz do ministério afegão da Saúde, Waheed Majroh, informou que, entre as vítimas, estão mulheres e crianças e que o balanço ainda pode aumentar pois corpos ainda estão sendo retirados dos escombros. A BBC diz que 350 ficaram feridos.

Um motorista da BBC morreu e quatro jornalistas ficaram feridos no ataque, que aconteceu por volta das 8h25 (horário local, 0h55 de Brasília), no Distrito Policial 10, perto da Praça Zanbaq.

Os prédios das embaixadas da Alemanha, da França e da Turquia foram afetados. O governo da Turquia garantiu que seus funcionários não se feriram, mas a França e a Alemanha ainda não se pronunciaram sobre o ataque.

A explosão foi tão violenta que abalou parte da cidade, quebrando vidraças e gerando pânico entre a população. Testemunhas relataram que 30 carros que circulavam na região ficaram destruídos. Uma densa coluna de fumaça podia ser vista à distância.

Após o atentado, muitas pessoas tentavam desesperadamente entrar na área isolada para saber notícias de familiares e amigos, constatou a France Presse (AFP). “Graças a Deus, o pessoal da embaixada indiana está são e salvo após a enorme explosão em Cabul”, tuitou a chefe da diplomacia indiana, Sushma Swaraj

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, condenou fortemente o ataque “covarde no mês sagrado do Ramadã que visou civis inocentes”, segundo a BBC. Na semana passada, ele tinha pedido que todos os grupos insurgentes respeitassem a comemoração do mês sagrado e interrompessem suas ações armadas.

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, condenou fortemente o ataque “covarde no mês sagrado do Ramadã que visou civis inocentes”, segundo a BBC. Na semana passada, ele tinha pedido que todos os grupos insurgentes respeitassem a comemoração do mês sagrado e interrompessem suas ações armadas.

O chefe do Pentágono, Jim Mattis, declarou recentemente que esperava “mais um ano difícil” para o Exército afegão e os soldados estrangeiros no Afeganistão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, analisa o envio de mais militares ao Afeganistão para resolver o impasse. Os EUA têm 8.400 militares no território afegão, apoiados por 5 mil homens de países aliados da Otan. A principal missão deste contingente é treinar e aconselhar os soldados locais.

Fonte: G1

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